
Dr. Bruno Kosa L DuarteHematologista e Hemoterapeuta (RQE 44749)Médico Hematologista Transplantador (RQE 447491)
CRM-SP 134782
R$ 600,00 / 30 min
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Cambuí (Campinas)
Avenida Orosimbo Maia, 360 - 6º andar - Vila Itapura, Campinas - SP
*Dias disponíveis para atendimento:
19 de junho - 24 de junhoSem disponibilidade
Cuidado hematológico especializado, com ciência, experiência e acolhimento em cada etapa da jornada do paciente.
Idades que atende: Entre 18 e 120 anos
Retorno: Sem retorno gratuito
Experiência em
- Hematologia clínica
- Oncohematologia
- Transplante de medula ossea
- Segunda opinião em doenças hematológicas
Foco de tratamento
- Leucemias agudas
- Mieloma multiplo
- Linfomas
- Síndrome mielodisplasicas
- Gestantes
- Anemias
- Distúrbios da coagulação
Hospitais
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da UNICAMP

Hospital Leforte Liberdade
Formação
Hospital das Clínicas da UNICAMP
Doutorado em Ciências Médicas
Conclusão em 2020
Hospital das Clínicas da UNICAMP
Residência médica em Hematologia e Hemoterapia
Conclusão em 2013
Hospital das Clínicas da UNICAMP
Residência médica em Clínica Médica
Conclusão em 2011
Hospital das Clínicas da UNICAMP
Faculdade de Medicina
Conclusão em 2008
Dúvidas?
Anemia pode virar leucemia?
Não. Na maioria das vezes, anemia e leucemia são condições diferentes. A anemia significa uma redução da hemoglobina ou dos glóbulos vermelhos, podendo ter causas como deficiência de ferro, vitamina B12, ácido fólico, sangramentos, doenças inflamatórias ou alterações da medula óssea. A leucemia é uma doença do sangue que se origina na medula óssea e costuma vir acompanhada de outras alterações no hemograma. Quando a anemia é persistente, intensa ou associada a queda de plaquetas, alteração dos leucócitos, febre, perda de peso ou sangramentos, é importante uma avaliação com hematologista.
Estou muito cansado. Pode ser anemia?
Pode ser, mas nem todo cansaço é causado por anemia. A anemia é uma causa frequente de fadiga, falta de ar aos esforços, palpitações, tontura, sonolência e queda no rendimento físico. No entanto, cansaço também pode estar relacionado a sono inadequado, estresse, alterações hormonais, deficiência de vitaminas, doenças cardíacas, pulmonares ou outras condições clínicas. A avaliação do hemograma e de exames complementares ajuda a identificar se há anemia e qual é a sua causa.
Meu cabelo cai muito. Preciso tomar ferro?
Nem sempre. A queda de cabelo pode ter várias causas, incluindo alterações hormonais, estresse, dietas restritivas, pós-parto, doenças da tireoide, deficiência de ferro, deficiência de vitaminas e causas dermatológicas. O ferro só deve ser usado quando há deficiência comprovada ou forte suspeita clínica, pois o excesso também pode ser prejudicial. Em casos de queda persistente, a avaliação médica permite investigar ferritina, hemograma e outros exames necessários antes de indicar reposição.
Por que eu tive trombose?
A trombose acontece quando se forma um coágulo dentro de uma veia ou artéria, dificultando a circulação do sangue. Ela pode ocorrer por fatores transitórios, como cirurgia, internação, imobilização, uso de hormônios, gravidez, puerpério, viagens prolongadas ou infecções, mas também pode estar associada a câncer, doenças inflamatórias, obesidade, tabagismo ou predisposição familiar. Em alguns casos, investigamos trombofilias ou outras condições hematológicas. O mais importante é entender o contexto em que a trombose ocorreu para definir o tempo de anticoagulação e o risco de novos eventos.
Tive abortos de repetição. Preciso tomar Clexane?
Não necessariamente. O uso de enoxaparina, conhecida como Clexane, deve ser indicado apenas em situações específicas. Abortos de repetição podem ter várias causas, incluindo alterações uterinas, hormonais, genéticas, imunológicas, infecciosas ou trombofilias específicas, como a síndrome antifosfolípide. Antes de iniciar anticoagulação, é importante realizar uma avaliação cuidadosa para identificar se existe realmente indicação. O tratamento deve ser individualizado e, idealmente, planejado em conjunto com a obstetrícia.
Quando devo procurar um hematologista?
Você deve procurar um hematologista quando houver alterações persistentes no hemograma, como anemia, plaquetas baixas ou altas, leucócitos baixos ou altos, aumento de linfonodos, baço aumentado, sangramentos sem causa clara, trombose, suspeita de doenças da medula óssea ou diagnóstico de doenças como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, síndromes mielodisplásicas e outras doenças do sangue.
Plaquetas baixas são perigosas?
Depende do grau da queda e da causa. Plaquetas baixas podem aumentar o risco de sangramentos, principalmente quando estão muito reduzidas. Algumas pessoas têm plaquetopenia leve e estável, sem sintomas, enquanto outras precisam de investigação e tratamento. É importante avaliar se há sangramentos, manchas roxas, petéquias, uso de medicamentos, infecções recentes, doenças autoimunes ou alterações associadas no hemograma.
Leucócitos altos significam leucemia?
Na maioria das vezes, não. Leucócitos altos podem ocorrer por infecções, inflamações, uso de corticoides, tabagismo, estresse físico, entre outras causas. Porém, quando a alteração é persistente, muito intensa ou vem acompanhada de anemia, plaquetas alteradas, células imaturas no sangue, perda de peso, febre ou aumento de linfonodos, é importante investigar doenças hematológicas, incluindo leucemias.
Linfonodo aumentado é sempre câncer?
Não. Linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas, aumentam com frequência por infecções e inflamações. Na maioria dos casos, especialmente quando são dolorosos e aparecem junto com quadros infecciosos, tendem a regredir. A avaliação se torna mais importante quando o linfonodo é persistente, cresce progressivamente, é endurecido, indolor, aparece em locais como pescoço, axila ou virilha sem causa clara, ou vem acompanhado de febre, suor noturno e perda de peso.
Ferritina alta é sempre excesso de ferro no sangue?
Não. A ferritina pode estar elevada por excesso de ferro, mas também aumenta em muitas outras situações, como inflamações, infecções, doenças do fígado, uso de álcool, síndrome metabólica, obesidade, doenças autoimunes e alguns tipos de câncer. Por isso, ferritina alta não significa automaticamente que a pessoa tenha “ferro demais no sangue”. Para diferenciar as causas, geralmente avaliamos outros exames, como saturação de transferrina, ferro sérico, função hepática, marcadores inflamatórios e o contexto clínico. O tratamento depende da causa, e nem sempre envolve retirada de sangue ou quelantes de ferro.
Quando meu câncer no sangue precisa de transplante de medula óssea?
O transplante de medula óssea pode ser indicado em alguns tipos de câncer do sangue, como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, síndromes mielodisplásicas e outras doenças da medula óssea, mas nem todo paciente precisa de transplante. A decisão depende do diagnóstico, do subtipo da doença, do risco genético e molecular, da resposta ao tratamento inicial, da idade, das condições clínicas do paciente e da disponibilidade de doador, quando necessário. Em geral, o transplante é considerado quando oferece maior chance de controle duradouro da doença ou cura em comparação aos tratamentos convencionais. Essa decisão deve ser individualizada e discutida com clareza, considerando riscos, benefícios e o melhor momento para cada paciente.

