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Dr. Daniel Dei Santi
Cardiologista (RQE 108713)
Clínico Geral (RQE 108712)
Médico Paliativista (RQE 1087121)
Acupunturista

CRM-SP 144632

R$ 600,00 / 1 h

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Cardiologia preventiva: mais do que viver mais, viver melhor, com cuidado individualizado, base científica e humana.

Idades que atende: A partir de 16 anos

Retorno: Retorno gratuito definido caso a caso pelo profissional

Experiência em

  • cardiologia preventiva
  • medicina do estilo de vida

Foco de tratamento

  • Avaliação cardiológica global
  • Avaliação cardiovascular preventiva ("check-up")
  • Hipertensão arterial ("pressão alta")
  • Diabetes
  • Hipercolesterolemia ("colesterol elevado")
  • Doença arterial coronariana / aterosclerose / infarto do miocardio
  • Insuficiência cardíaca
  • Tabagismo
  • Avaliação pre-operatória
  • Segunda Opinião Cardiológica

Hospitais

  • Logo da instituição InCor - Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

    InCor - Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Formação

  • Faculdade de Medicina da USP (FMUSP)

    Doutorado em Cardiologia

    Conclusão em 2025

  • Logo da instituição de ensino Hospital das Clínicas

    Hospital das Clínicas (FMUSP)

    Especialização em Acupuntura

    Conclusão em 2021

  • Faculdade de Medicina da USP (FMUSP)

    Especialização em Terapia Intensiva

    Conclusão em 2018

  • Instituto Paliar

    Especialização em Cuidados Paliativos

    Conclusão em 2017

  • InCor - Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

    Especialização em Cardiologia

    Conclusão em 2016

  • Hospital das Clínicas da UNICAMP

    Medicina

    Conclusão em 2010

Mais informações

Minha formação foi construída em ambiente universitário, em duas das escolas mais respeitadas do país: UNICAMP e USP. Essa base acadêmica sólida, aliada ao contato constante com ensino e pesquisa, permitiu-me aprofundar ao longo da carreira tanto na cardiologia quanto na integração com a medicina do estilo de vida e a medicina paliativa — áreas que compartilham um princípio fundamental: o cuidado centrado na pessoa. Nunca me limitei ao que aprendi na graduação ou na residência. Sempre tive inquietação intelectual e interesse em ampliar horizontes. Busquei formações complementares que me permitissem enxergar a saúde de maneira mais ampla e integrada. Atualmente, possuo três títulos reconhecidos pelas sociedades médicas brasileiras: Cardiologia, Terapia Intensiva e Medicina Paliativa. A Medicina tradicional me deu base técnica sólida; expandir meus estudos me trouxe novas ferramentas para individualizar o cuidado e adaptar condutas às necessidades e ao momento de cada paciente. Na prática clínica, utilizo a ciência como fundamento de todas as decisões, sem reduzir o cuidado a protocolos automáticos. Avalio risco cardiovascular, exames, histórico familiar e condições clínicas, mas também considero sono, estresse, alimentação, atividade física, espiritualidade e o contexto emocional e social em que a pessoa está inserida, sempre alinhando tudo aos seus objetivos de vida. Levo para a consulta um raciocínio clínico estruturado, explicações claras e decisões compartilhadas. O paciente entende o que tem, o que o levou a ter essa condição e quais caminhos são possíveis dali em diante. Isso fortalece autonomia, segurança e adesão ao tratamento. Não atuo de forma impositiva. Vejo-me como um conselheiro em saúde, alguém que apresenta possibilidades terapêuticas tecnicamente consistentes e ajuda a construir escolhas conscientes. Acredito que especialização só faz sentido quando se traduz em valor real para quem está à minha frente. Por isso, encaro cada atendimento como um verdadeiro encontro clínico — um momento de diagnóstico ampliado, que vai além da doença e alcança o modo de vida. A partir daí, construímos juntos um plano possível, ético e sustentável. Mais do que tratar números ou prescrever medicamentos, meu trabalho é ajudar pessoas a cuidarem do coração e da própria vida com mais consciência e qualidade ao longo do tempo. Quando necessário, também integro o cuidado com outros profissionais de confiança, buscando uma abordagem mais global, integrada e coerente com a realidade de cada paciente.

Dúvidas?

“Vale a pena procurar um cardiologista mesmo sem sintomas?”

Sim. Muitas doenças cardiovasculares evoluem de forma silenciosa. A consulta preventiva permite entender seu risco, organizar prioridades e tomar decisões antes que o problema apareça.

Estou acima do peso e já tentei varias estratégias de emagrecimento sem sucesso. Seria o momento de usar as "canetas que emagrecem"?

As medicações para obesidade podem ser uma ferramenta válida em alguns casos, mas não são solução isolada. Antes de indicar qualquer medicamento, é fundamental entender seu histórico de vida, seu risco cardiovascular, seus exames, seu padrão alimentar, sono, estresse, atividade física e tentativas anteriores (quais foram, por quanto tempo foram tentadas, porque não deram certo...) Quando bem indicadas e acompanhadas, essas medicações podem ajudar. Mas o resultado sustentável depende de um plano estruturado, individualizado e de acompanhamento contínuo. A decisão precisa ser técnica, consciente e alinhada às suas expectativas e à sua saúde como um todo. Sem o acompanhamento adequado e estratégias de manutenção correta, o uso de medicações para emagrecer podem levar ao "efeito rebote", com ganho de peso, mais frustração, além do gasto com a medicação e eventuais riscos que o paciente se expõe.

“Já tentei várias dietas, faço jejum e sempre volto ao peso anterior. Vale a pena tentar de novo? Eu sinto falta de comer coisas que eu gosto, depois me arrependo por não ter sido forte o suficiente”

Vale a pena tentar diferente. Dietas restritivas costumam falhar porque ignoram rotina, gostos pessoais, estresse e contexto emocional. Uma dieta para perder peso não é a única estratégia e nunca pode ser usada de forma isolada, descontextualizada do meio em que o paciente vive e de questões pessoais. O foco não é encontrar uma solução rápida, mas um plano que seja sustentável, ajustado à vida real. Além do mais, para muitas pessoas comer é um prazer e um aspecto importante da qualidade de vida. Emagrecer não significa se privar completamente desses gostoso. Por isso uma avaliação global e um planejamento individualizado faz a diferença na taxa de sucesso a médio e longo prazo.

“Minha pressão está alta. Já passei por vários médicos que só trocam os remédios e não melhora nada.”

A hipertensão é resultado de um conjunto de fatores e seu tratamento vai além da medicação. Quando sono inadequado, estresse crônico, sedentarismo, excesso de peso, alimentação rica em sal e ultraprocessados ou consumo de álcool não são abordados de forma estruturada, o efeito dos remédios pode ser limitado. Nesses casos, é comum aumentar doses ou acrescentar novas medicações sem atingir o controle desejado. Com o tempo, isso pode levar a uma lista cada vez maior de medicamentos, aumento de custos e frustração — enquanto os fatores que realmente sustentam a pressão elevada continuam presentes. Controlar a pressão de forma consistente exige uma avaliação mais ampla. Quando esses pontos são trabalhados em conjunto, a medicação acaba sendo um recurso extra, muitas vezes dispensável, e o controle pressórico tende a ser mais eficaz e sustentável. Além disso, esses hábitos não impactam apenas a pressão. Eles influenciam diretamente o risco de infarto, AVC e outros eventos cardiovasculares, e afetam a qualidade de vida ao longo do tempo. Por isso, o foco não deve ser buscar o remédio certo, mas organizar o cuidado de forma mais estratégica e individualizada.

“Se eu começar remédio para pressão, vou ter que tomar para sempre?”

Nem sempre. A decisão depende do seu risco global, e o quanto a pressão arterial é afetada por medidas de estilo de vida saudável. A sustentação dessas mudanças pode fazer diferença na manutenção da pressão em níveis saudáveis. Por exemplo: vários pacientes deixam de tomar medicações porque a pressão arterial está bem controlada após melhorarem a qualidade do seu sono, realizarem ajustes na dieta, começarem a praticar atividade física e perderam peso. A melhor estratégia, seja ela envolvendo remédios, ou não, depende de uma avaliação individual e um planejamento em conjunto com o paciente do que é possível ser ajustado na sua rotina, com estratégias de manutenção de longo prazo.

“Tenho diabetes. Isso significa que vou ter problemas no coração? Não gostaria de ter que usar insulina!"

O diagnóstico de diabetes não significa que você terá um problema cardíaco, mas aumenta de forma importante o risco cardiovascular. Por isso, o controle adequado da glicemia ("açúcar no sangue") é uma das estratégias mais eficazes para prevenir complicações cardiovasculares, como o infarto e o AVC. Hoje existem diversas medicações que ajudam nesse processo, incluindo diferentes tipos de insulina. A necessidade de usar insulina — e em qual dose — depende de vários fatores, como o tipo de diabetes, o tempo de doença, a gravidade do quadro e os hábitos de vida, especialmente alimentação e nível de atividade física. No entanto, o tratamento não se resume à medicação. O controle consistente da diabetes, o acompanhamento regular e mudanças sustentáveis no estilo de vida reduzem significativamente o risco de doenças. Além do impacto cardiovascular, a diabetes pode afetar outras áreas importantes da saúde, como os rins, a visão e a circulação das pernas. Quando mal controlada, pode levar a complicações como insuficiência renal, necessidade de diálise, comprometimento visual e doença arterial periférica, aumentando o risco de amputações. Todas essas situações interferem diretamente na qualidade de vida. Por isso, o controle da diabetes é fundamental não apenas para prolongar a vida, mas para preservar autonomia e bem-estar ao longo do tempo. Uma avaliação médica global — que considere histórico, risco cardiovascular e estratégias individualizadas — é essencial para alcançar esses objetivos de forma consistente e sustentável.

"Meu vizinho teve um infarto e morreu. Ele havia passado há poucos dias no cardiologista que disse que os exames estavam ótimos! Como pode isso ter ocorrido?"

Exames normais são importantes, mas não contam a história inteira. Risco cardiovascular envolve histórico familiar, estilo de vida, pressão arterial, sono, estresse e outros fatores. Exames normais em pessoas que tem hábitos de vida não saudáveis são apenas uma ilusão de saúde. Uma hora, mais cedo ou tarde, alguma doença acontece, as vezes sem tempo suficiente para buscar ajuda. É muito melhor e mais fácil evitar que a doença chegue do que remediar depois que ela já está instalada. O efeito pode não ser reversível e o paciente tenha que conviver o resto de sua vida com seus efeitos (ex: sequelas após um derrame cerebral). O objetivo de um acompanhamento cardiológico global não é apenas reagir à doença, mas principalmente prevenir. Viver mais, viver melhor.

“Tenho histórico de infarto na família. Isso significa que vou ter também?”

História familiar pode aumentar o risco cardiovascular, mas depende do grau de parentesco, idade que isso ocorreu e aspectos de vida da pessoa. O componente genético é um dos fatores que influencia a taxa de evento, mas não determina o destino. O risco final é a somatória do risco genético com os fatores risco que a pessoa acumula ao longo de sua vida. Quanto maior o risco genético, mais intensas devem ser as estratégias de prevenção, sejam elas hábitos de vida saudáveis ou medicamentos. Identificar esse risco cedo permite a elaboração de um plano personalizado, metas terapêuticas objetivas e um acompanhamento de perto por quem conhece o assunto.

“Todos dizem que eu preciso fazer atividade física, mas eu odeio academia. Sempre me matriculo, vou duas semanas e depois desisto.”

Primeiro ponto importante: atividade física não é sinônimo de academia. Muitas pessoas abandonam o exercício porque tentam encaixar na rotina um modelo que não combina com elas. Quando a estratégia não respeita sua personalidade, seu horário e suas preferências, a chance de desistência é alta. O objetivo não é cumprir uma obrigação temporária. É construir um hábito sustentável. Caminhadas estruturadas, bicicleta, natação, esportes recreativos, treino funcional ao ar livre, dança — tudo isso pode ser atividade física válida. O melhor exercício é aquele que você consegue manter. Também é importante entender por que a atividade física está sendo recomendada. Ela ajuda a controlar pressão arterial, glicemia, peso, estresse e melhora sono e disposição. Não é apenas estética — é estratégia de saúde cardiovascular. Na consulta, eu procuro entender sua rotina real, suas tentativas anteriores e suas barreiras. A partir disso, organizamos um plano possível, progressivo e adaptado a você. Saúde não se constrói com culpa, mas com consistência.

“Eu fumo pouco, só quando eu tenho vontade e sei que posso parar quando eu quiser. Isso realmente faz diferença para o coração?”

Faz. Não existe nível seguro de tabagismo para saúde cardiovascular. Mesmo pequenas quantidades aumentam risco ao longo do tempo. Parar de fumar é uma das decisões mais impactantes para reduzir risco de infarto e AVC. Sem esquecer que o hábito de fumar também leva a outros riscos de doenças, com diversos tipos de câncer.

Dr. Daniel Dei Santi - Cardiologista Particular - OneLiv