
Dra. Rebeca PaesPsicanalista Psicoterapeuta
CRP-SP 06/107827
R$ 450,00 / 50 min
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Bela Vista (Psico)
Rua Cincinato Braga, 340 - 5º andar - Bela Vista, São Paulo - SP
*Dias disponíveis para atendimento:
13 de julho - 17 de julhoSem disponibilidade
"A meta da análise é alfabetizar as emoções, transformando o que é dor bruta em pensamento e narrativa." Antonino Ferro.
Idades que atende: Entre 13 e 120 anos
Retorno: Sem retorno gratuito
Experiência em
- Terapia Individual
- Terapia de Casal
- Terapia de Família
- Psicologia Econômica
- Terapia Breve
Foco de tratamento
- Saúde Mental
Hospitais
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Formação
Universidade São Marcos
Psicologia Clínica
Conclusão em 2011
Dúvidas?
"Como a psicanálise pode ajudar meu relacionamento se o problema é com o meu parceiro, não comigo?"
Essa é uma das perguntas mais honestas que alguém pode trazer para o consultório — e ela já diz muito sobre como tendemos a enxergar os conflitos afetivos: como algo que vem do outro. A psicanálise nos convida a olhar de um lugar diferente. Não para encontrar culpados, mas para compreender o que cada um traz para o vínculo — as histórias, os padrões, os medos que se repetem sem que a gente perceba. Muitas vezes, o que brigamos no casal é muito mais antigo do que o relacionamento em si. No espaço analítico, o casal encontra um lugar seguro para falar o que nunca foi dito, ouvir o que nunca foi escutado — e descobrir que, por baixo do conflito, quase sempre existe um desejo genuíno de conexão. A mudança começa quando paramos de perguntar "quem tem razão?" e começamos a perguntar "o que está acontecendo entre nós?"
"Eu sei que deveria estar feliz com a possibilidade de promoção, mas só consigo sentir ansiedade. Isso é normal?"
Sim — e é mais comum do que parece. O que você está sentindo tem um nome: muitas vezes, as conquistas nos assustam tanto quanto as perdas. Uma promoção traz visibilidade, mais responsabilidade, expectativas maiores — e isso pode despertar uma pergunta muito antiga, que mora dentro da gente desde muito antes dessa empresa existir: "Eu sou capaz? Vou dar conta? E se eu decepcionar?" A ansiedade, nesses momentos, não é sinal de fraqueza. É sinal de que algo importante está em jogo — e que uma parte de você ainda não se sente segura para receber o que conquistou. Na análise, não trabalhamos apenas o sintoma — a ansiedade em si. Trabalhamos o que está por baixo dela: de onde vem esse medo de ocupar espaço, de ser visto, de crescer. Muitas vezes descobrimos que o obstáculo não está na empresa, nem no gestor, nem no bônus. Está na relação que construímos com o nosso próprio valor ao longo da vida. Quando entendemos de onde vem a ansiedade, ela perde força. E aí é possível receber uma conquista sem que ela precise doer.
"Na minha família todo mundo briga, ninguém se entende, e eu sinto que faço parte do problema sem saber como. A terapia familiar pode ajudar nisso?"
O simples fato de você se perguntar se faz parte do problema já é um passo enorme — e sim, a terapia familiar pode ajudar muito. Nas famílias, criamos padrões de comunicação que se repetem por anos, às vezes por gerações inteiras, sem que ninguém perceba. Existe sempre aquele que explode, aquele que silencia, aquele que tenta apaziguar, aquele que some. Esses papéis não foram escolhidos conscientemente — foram se formando ao longo do tempo, como respostas a histórias que muitas vezes começaram antes mesmo de você nascer. A terapia familiar não busca apontar quem está errado. Ela cria um espaço onde cada membro pode ser ouvido de verdade — não para ganhar a discussão, mas para ser compreendido. E quando as pessoas se sentem genuinamente ouvidas, algo muda. A defesa baixa. O outro deixa de ser um adversário e volta a ser alguém da mesma família. O que trabalhamos juntos é exatamente isso: os padrões que aprisionam, as palavras que nunca foram ditas, os afetos que ficaram no caminho. Famílias não brigam porque não se amam. Brigam, muitas vezes, porque não encontraram ainda uma forma de se dizer que se amam.
"Eu acordo cansada, não consigo me animar com nada, choro sem saber o motivo e sinto que estou no limite. Será que é burnout? O que eu faço?"
O que você está descrevendo merece ser levado muito a sério — e o fato de você estar nomeando isso, buscando ajuda, já é um ato de coragem enorme. O burnout não aparece de um dia para o outro. Ele é o resultado de um longo processo em que a pessoa foi colocando o trabalho, as obrigações e as expectativas dos outros à frente de si mesma — até não sobrar mais nada. O corpo e a mente, que avisaram de muitas formas ao longo do caminho, chegam num ponto em que simplesmente param. O cansaço que você sente não é fraqueza. É o sinal mais honesto que você pode receber: algo precisa mudar. Na análise, não trabalhamos apenas o esgotamento em si. Trabalhamos o que te trouxe até aqui. Por que é tão difícil dizer não? De onde vem a necessidade de dar conta de tudo, de sempre performar, de nunca decepcionar? O que você teme que aconteça se você parar? Essas perguntas têm respostas — e encontrá-las muda não só a relação com o trabalho, mas a relação com você mesma. Burnout não é o fim. É o seu interior pedindo, em voz alta, que você finalmente se coloque em primeiro lugar.
"Eu sei que gasto mais do que devo, fico aliviada na hora da compra, mas depois vem uma culpa enorme. Já tentei me controlar e não consigo. Por que isso acontece?"
O que você está descrevendo é mais profundo do que falta de disciplina financeira — e a solução raramente está em mais planilhas ou aplicativos de controle. O alívio que você sente no momento da compra é real. Por um instante, algo interno se acalma — uma angústia diminui, uma tensão passa, uma sensação de vazio é preenchida. O problema é que esse alívio dura pouco. E aí vem a culpa, a promessa de que "não vou fazer mais isso" — até a próxima vez que a angústia bater. Esse ciclo não é falta de força de vontade. É um padrão que tem raízes emocionais muito mais antigas do que qualquer cartão de crédito. Na análise, vamos olhar juntas para o que está por baixo desse comportamento. O que você está buscando quando compra? Que sensação você tenta criar — ou evitar? Muitas vezes o consumo compulsivo está ligado a uma carência afetiva antiga, a uma dificuldade de lidar com emoções difíceis, ou a uma crença inconsciente de que merecer coisas boas só é possível quando se compra — não quando se simplesmente existe. Entender de onde vem o impulso é o primeiro passo para deixar de ser controlada por ele. O problema nunca é o dinheiro em si. É o que estamos tentando comprar que o dinheiro não pode dar.
"Eu tenho dinheiro guardado, não preciso mais trabalhar tanto, mas não consigo parar. Fico angustiado quando gasto, meus amigos me chamam de mão de vaca — e no fundo sei que eles têm razão. Por que eu sou assim?"
Antes de tudo: o fato de você conseguir enxergar isso em si mesmo já é muito. E a pergunta que você faz — por que eu sou assim? — é exatamente o tipo de pergunta que a análise existe para responder. O que parece, de fora, uma escolha racional — guardar dinheiro, trabalhar muito — por dentro carrega algo muito mais complexo. Para muitas pessoas, parar de trabalhar desperta um medo que vai além das finanças: o medo de não ser ninguém sem a produtividade. De que descansar é perigoso. De que usufruir é irresponsável. De que o dinheiro guardado é a única coisa que garante que tudo ficará bem — mesmo quando, racionalmente, já ficou. De onde vem isso? Às vezes de uma infância marcada pela escassez real, onde guardar era sobreviver. Às vezes de uma família onde o valor de uma pessoa era medido pelo quanto ela produzia. Às vezes de um medo profundo e inconsciente de que a prosperidade pode acabar — e que relaxar é tentar o destino. Os apelidos dos amigos doem porque tocam em algo que você já sente. Mas a solução não está em "se soltar" por força de vontade. Está em entender o que, dentro de você, ainda acredita que não é seguro viver. Acumular pode ser um ato de cuidado. Mas quando o cuidado com o amanhã impede de viver o hoje, ele deixa de ser proteção — e vira uma prisão com chave dourada.

